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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Floral Grooming: Editorial da Fashion156.


Fashion156 é uma revista digital fundada em 2006 por Guy Hipwell, com o ideia de divulgar e trabalhar com talentos emergentes. Como resultado dessa parceria entre novos talentos e uma plataforma digital, o conteúdo disponibilizado pela Fashion156 é moderno, jovem e atual. Seu conteúdo ficou conhecido e valorizado na internet devido a alta qualidade de seus editoriais, a grande diversidade de informações sobre tendências e, ao meu ponto de vista, a continuação do projeto inicial de evidenciar novos artistas - o blog da revista publica diariamente perfis de novos artistas, entre designers, fotógrafos e ilustradores.

Recebi agora pouco o newsletter informando sobre lançamento da nova edição, a Headwear Issue. Como diz o nome, o foco está em acessórios para cabeça. Neste editorial masculino, os modelos Sascha Bailey e Sam Bennett posam entre caixas de papelão usando headpieces desenhadas pela Wild at Heart. A fotografia com ares de analógica é assinada por Mark Shearwood, com styling do fundador Guy Hipwell e beleza por Nadine Elias. Confira algumas fotos abaixo:



- Para conhecer o site da revista e ver todas as fotos do editorial, acesse: http://fashion156.com

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paper & Chain: jóias feitas a mão.



Paper & Chain é a mais nova marca de jóias que surgiu da parceria da ilustradora Ismay Ozga e a designer de jóias Naomi Jago.

Acompanho o trabalho de Ismay há algum tempo, e já adianto que seu trabalho como ilustradora é incrível. Ismay também comanda um blog bem legal que vale a pena conferir, o Two Two Oh Four.
- Pequenas peças esperando para ser montadas no ateliê da dupla.

A ideia da marca é combinar os conceitos de design e arte de Ismay com os conhecimento específicos e práticos de criação de jóias que Naomi conhece bem. Assim, como resultado, as peças têm um design minimalista e clean, variando em formas arredondadas e pontudas. Os acabamentos são simples mas bem feitos, e as peças funcionam como pequenos pontos de luz e detalhes.

Para o início das vendas, foram criadas duas coleções: Vega e Catena. Vega tem as peças mais minimalistas com acabamentos em ouro e prata. Na Catena, materiais como couro e madeira se misturam em composições um pouco mais elaboradas, com ares vintage.

As peças podem ser adquiridas no site da marca e os preços variam entre £7,5 e £35.00.

Ida Johansson: bow tie.

Foi somente ontem que eu decidi retomar as atividades do blog e tive que repensar o design todo porque não conseguiria voltar à ativa sem uma mudança. Então, fazendo o layout enquanto pesquisava referências, temas e cores, achei pela It Fashion o trabalho da estilista suéca (mas que vive em Barcelona) Ida Johansson.

Com um trabalho forte em estamparia e coloração, as peças são leves e soltas, com cortes amplos e caimentos livres.
Uma peça em especial chamou bastante a minha atenção. Trata-se do colar de gravata borboleta com ares de laço e gola removível.
Achei tão bonito que resolvi usar como inspiração para o novo logo do blog (que, ahm, dá pra ver no about.) Não é lindo? A peça custa €95.00 e está a venda no site da estilista.
- A foto encontrei no thing for the bling.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

do medo da vida e das calças dobradas.



Hoje encontrei uma amiga no caminho de casa e enquanto tentava puxar assunto relembrando coisas antigas que não fazem mais sentido, ela apontou um dedo para meus pés e disse:
- Você não perde essa mania, hein?!
Não sabia se ela se referia aos meus sapatos ou a minha calça ou sei lá, na verdade não sabia mesmo o que ela queria dizer. Perguntei sobre o que exatamente ela tava falando e com um sorrisisinho tipo risos disse que eram minhas calças - as barras dobradas.
Fazia tempo que queria falar sobre essa tal moda de dobrar as barras das calças.

a foto é de algum lugar x da internet, provavelmente do tumblr.

Eu poderia ir longe com essa história de tendência, de imaginar que algum ser que provavelmente era zoado por andar com as calças pula-brejo e de repente uma foto no Sartorialist é publicada e esse mesmo rapaz torna-se, de repente, um ícone-fashion-de-alguns-dias e todos os homens que entendem um pouquinho de moda e se interessam e seguem blogs e vivem essa loucura chamada tendências aderiram e voilá - todo mundo com a barra dobrada. Mas na verdade acho que vou falar das minhas próprias calças. Acho pertinente.

Não faz muito tempo se você pensar que um estilo duradouro é aquele que te acompanha por anos e anos, porque na realidade comecei com essa coisa da calça dobrada há um pouco mais de um ano atrás. Estava eu sorridente e feliz com um mocassin novo que tinha ganhado da minha mãe e só conseguia usá-lo de duas formas: ou de bermuda, fazendo o tiozinho meia-idade que pega o carro pra levar as criança pro clube no final de semana; ou com a barrinha das calças dobradas. Sim, na minha ideia o mocassin era um tipo de sapato que, por excelência, mostrava seus pés. Então, na minha cabeça, fazia parte do conjunto mostrar os tornozelos. E outra, eu usava no verão. Logo, a calça dobrada dava uma certa refrescância etc. Dai que eu sempre achei super normal e saía realmente todo feliz ouvindo os tap tap da solinha de borracha do mocassin, e me imaginava sapateando pelas ruas e que as pessoas olhavam pra mim e me viam como um jovem rapaz moderno. Tive uma fase tão hardcore com esse mocassin que quando alguém me via na rua eu perguntava: você viu meus mocassins?
keep calm and use your mocassin. foto tirada exatamente domingo, ‎29‎ de ‎agosto‎ de ‎2010, ‏‎às 22:56:14 (é o que diz a câmera).

Com o passar do tempo fiquei conhecido no trabalho como o menino da calça dobrada. Sim, todo dia me perguntavam: ai, por que essa calça assim? Ai, mas abaixa isso! E de repente na faculdade as pessoas começaram a realmente comentar sobre isso, do tipo "você viu aquele menino? eew". Sim, exatament assim. Meus pais não foram os primeiros a comentar mas sim, com absoluta certeza, os primeiros a me ofender.
Tanto foi que eu comecei a repensar. Na verdade foi quando comecei a ver pela interwebs que não só de mocassins viviam as barras dobradas. Os meninos todos usavam com tênis, sapatos, chinelos e até botas. A grande realidade é que depois da coleção de outono inverno 2011/12 da Marni, que o modelo aparecia todo bonitinho de botinha marrom com tiras vermelhas de couro, a calça bem curta e umas malhas incríveis que eu pensei: KNOW WHAT? FUCK IT. LET ME JUST FOLD IT.
E lá fui eu! Pra entrevista de emprego, pra festa formal e inclusive pra balada. Comprei uma bota, um oxford, outro mocassin, tudo pra poder continuar usando minhas calças dobradas.

Mas óbvio que algum dia a gente erra, né? E hoje eu errei. Fiz uma mistura horrível com uma calça jeans clara, uma bota escura, uma camisa listrada e uma jaqueta jeans. Desculpa ai, mas ainda não consigo me sentir bem de jeans + jeans. De qualquer forma, mesmo me sentindo um lixo e andando pelos cantos do metrô pra que ninguém me notasse nesse bad clothing day, vi essa amiga que, apesar de não ter mostrado nenhum sinal de aprovação, notou o que talvez seja a minha característica fashion mais autêntica - em outros termos, meu estilo.

Antes de ir embora eu disse que, de fato, minha mania continuava. E na verdade por mania a gente entende coisa chata que, ou irrita as pessoas, ou irrita a você mesmo. Das minhas manias, a de dobrar a barra das calças é a menos pior.

COS.

Das marcas que eu sempre amo mais a cada coleção lançada, a COS está entre as primeiras. Do grupo da H&M, a linha que adota o codinome para Collection of Style, segue padrões bem específicos de estilo em suas peças.
Fundada com o ideal de criar roupas que fossem chics e confortáveis e, ao mesmo tempo, acessíveis, o grupo suéco vem lançando as coleções da COS há algum tempo, ganhando bastante reconhecimento do público fashionista.

O que mais me impressiona sempre é o corte e acabamento das peças, sempre bem pensados e adequados. Pra essa coleção masculina de primavera verão 2012, as peças de alfaitaria do clássico guarda-roupas masculino, ganham novam roupagem.
A silhueta mais ampla e aberta reforça a tendência do homem moderno que se preocupa tanto com a forma assim como o conforto e sensação de leveza. As calças afuniladas com barra curta e sapatos bem retos e baixos se juntam aos ternos de alfaiatura mais ajustados que contornam a silhueta geral.
Azul, branco, caramelo e algumas estampas corridas deixam essa coleção com ares de uniforme escolar de colégio católico (ou então as antigas "roupas de domingo", como eram conhecidos os trajes usados nas missas de pequenas vilas no interior) mas com uma modernidade sutil, que revela nos detalhes o comportamento de moda do homem atual.

- Clique aqui para acessar o site da marca.